A taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos caiu de 28% em 2021 para 19% em 2026 — ainda alta em comparação internacional, mas o menor nível em dez anos. Em tese, deveria ser mais fácil conseguir emprego. Na prática, muitos jovens relatam que o processo ficou mais complicado, não mais simples.
A razão é a transformação do processo seletivo. A triagem por IA, os testes técnicos online, as entrevistas por vídeo assíncrono, os assessment centers virtuais — tudo isso criou um processo mais longo, mais opaco e, para muitos candidatos, mais frustrante.
O que realmente funciona
Depois de entrevistar 40 jovens que conseguiram emprego em 2025 e 2026, e conversar com seis recrutadores de diferentes setores, o Cotidiano Jovem identificou alguns padrões.
O mais importante: indicações ainda funcionam. Segundo os recrutadores entrevistados, entre 40% e 60% das vagas são preenchidas por candidatos indicados por alguém da empresa — mesmo quando a vaga está aberta externamente. Construir rede de contatos não é opcional.